Sobre o Artista
Em 1992, chega a Belo Horizonte, vindo do interior paulista, São Roque, onde morou e estudou. Lá sempre esteve em contato com várias culturas, formadas de povos diferentes. A observação dos modos, das festas, das características de cada cidade ou região, enfim de tudo que poderia interpretar a seu modo, influenciou mais tarde o artista.
Tão logo chega a Belo Horizonte entra em contato com um grupo formado por artistas de grande renome do gênero primitivo ou Naïf, através de seu primo o também pintor, Lindorico. Este grupo é considerado um dos mais fortes do país.
As influências paternas através de estórias, aliada à liberdade de arte dada aos “primitivos”, desobrigando-os dos cânones históricos dos ditadores de regras e normas, e possibilitando o uso de diferentes opções de expressão e de linguagem, seja temática ou técnica, influenciaram o artista A.Rosalino.
Em 1998 expôs individualmente no Museu Nacional de Belas Artes. A partir de 1999 muda-se para Niterói, estado do Rio de Janeiro, para aprender a língua Italiana para ir estudar Artes Plásticas na Itália, o que não acontece. Neste mesmo ano expôs no Centro de Cultura e Folclore da FUNARTE, Museu Edson Carneiro. A.Rosalino acaba intensificando sua produção, e na intenção de adquirir maior entendimento de sua arte e da história relatada a partir dela, entra na Universidade. Primeiro no curso de História, onde obteve a visão crítica de seu processo de trabalho e pesquisa. Depois abraça de vez a academia entrando no templo maior das Belas Artes, Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro -EBA-UFRJ. Aqui A.Rosalino adquire e trabalha várias técnicas difundidas pela academia, presencia debates, palestras, e obtém informações jamais obtidas no mundo extra academia que influenciaram em seu trabalho e em sua temática.
Freqüenta na EBA o Ateliê de Gravura de Kazuo Iha e Marcos Varella, dois dos grandes representantes da Gravura brasileira em busca de conhecimentos e de sua profissionalização.
Seus trabalhos já ilustraram em 2001, a 1º Série de Arte Popular em cartões telefônicos para TELEMAR , com Hum milhão e quatrocentos mil cartões vendidos. Já no biênio 2003/2004 recebe o convite da Ed. Saraiva para ilustrar alguns trabalhos, o que é feito com maestria.
Em 2005 realiza a convite da empresa de cosméticos, Natura, a campanha do “Dia das Mães” com a utilização de três criações especiais na confecção de catálogos, sacolas, brindes, entre outros, utilizados na campanha nacional.
No ano de 2006, estréia como curador, fazendo três curadorias no Espaço Cultural do Banco Central Rio de Janeiro. Neste ano também, ilustra pela primeira vez um livro inteiro, “A Princesa e o Vento”, da autora Martha Rodrigues, da Editora Mazza , com doze telas e inicia sua exposição individual no Espaço Canvas do Hotel Hilton, em São Paulo.




